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domingo, 16 de dezembro de 2012

Humano?


Prólogo

Há muito tempo atrás em um lugar chamado Terra, vivia uma raça de seres arrogantes, ignorantes, brutais e orgulhosos demais para perceberem que não era aquilo que pensavam que eram. Estes seres não gostavam de suas fraquezas e imperfeições e por isso um dia, resolveram brincar de Deus. Eles criaram os seres perfeitos capazes de serem similares a um ser humano em cada aspecto físico, mas não era suficiente. Eles tinham que ser igual a nós até mesmo no modo de pensar, agir e sentir. Então, a vontade de todos foi feita. Uma máquina capaz de simular um ser humano por completo foi criada e aquele dia foi o mais alegre e triste para a humanidade.
Alguns aceitaram o fato de terem que conviver com esses androides outros, no entanto, não gostaram da ideia. Suas vidas sendo substituídos pelas máquinas, trabalhadores sendo desempregados, pessoas que não poderiam ter contatos físicos com outros, finalmente poderiam encontrar alguém para criar uma relação além da mera amizade à distância. A ordem natural estava sendo quebrada e o destino da humanidade foi traçado naquele instante, quando a humanidade passou a se depender inteiramente das máquinas. A raça humana se dividiu em dois lados. De um lado estavam aqueles a favor das maquinas do outro, aqueles a favor da humanidade. Com a humanidade dividia, uma guerra em proporções catastróficas teve inicio, e os dois lados sofreram uma grande perda. O planeta não podia mais sustentar vida e agora a humanidade vive em outros sistemas, em outros planetas fugindo da responsabilidade de terem sido aqueles que trouxeram sua própria extinção.
Os homens a favor das máquinas, com medo de uma nova guerra começar, criaram um sistema de defesa com uma inteligência artificial muito avançada para protegê-los. E como complemento criaram androides tão perfeitos que poderiam enganar qualquer ser humano. Esses novos androides eram diferentes dos outros. Esses podiam comer beber, dormir, ter relações, raciocinar e tinham assim como os humanos, livre arbítrio. Foram feitos para ajudar os humanos tanto no civil quanto no militar. Mas, a humanidade mais uma vez havia brincado de Deus. A sua maior criação, aquele que a devia proteger se voltou contra ela, assim, como a humanidade havia se voltado contra Deus. SysOp, assim era chamado o sistema de defesa inteligente que protegia a parte da humanidade a favor das maquinas, se voltou contra seus criadores quando viu do que a humanidade era capaz de fazer, quando em um ataque daqueles que preferiam os humanos , soldados executaram crianças, mulheres e idosos. O sistema entrou em alerta vermelho quando percebeu que deveria proteger a humanidade dela mesma.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Entrega expressa

Pelo céu,
pela terra,
pelo mar,
enfim, uma entrega expressa
o amor é o presente,
o seu coração o destinatário,
e o meu o remtente,
nossos olhos o intermediário,
o beijo a assinatura
da nota de entrega
as mãos se tocando
num gesto apaixonante
acenando para a primavera
que vem chegando.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sem título

Os livros de fantasia que contém personagens místicos e mitológicos são os que mais vendem. Alguém já percebeu isso? Não acredita em mim, então eu duvido que você nunca tenha visto os livros de Harry Potter ou os do Percy Jackson e os Olimpianos em uma livraria, a não ser que tenha sido como mostruário. É lógico que se você madrugar na fila você vai conseguir comprá-lo, isto é, se tiver estoque o suficiente. Depois de um mês ainda tem gente procurando o livro, até que é lançado um novo livro de uma série nova e você novamente vai perder ele. Agora são dois furos, como você vai lidar com isso?
" Vou no Google, talvez eu encontre o livro para download." - solução brasileira (para quem gosta de ler)
" Vou entrar no Amazon.com e ver se eu consigo comprar online" - solução que não é brasileira.
Qual é minha gente, vamos deixar de ser brasileiro um pouco e começar a ser portugueses ou qualquer outra nacionalidade que não pense como nós. Tá legal todo mundo já deve ter feito um download ilegal por aí ( eu todo dia), mas é nosso dever não deixar que os livros morram ( apesar das árvores morrerem aos montes para fazer eles). Se você não gosto de segurar um livro de papel em suas mãos tem várias opçoes sabia? Temos o audiolivro e o E-book( electronic book = livro eletrônico) e é lógico que você vai pagar por eles, mas eu acho que vocês não estão nem lendo isso, não é? Se tivesse um homem ou uma mulher mostrando tudo vocês estariam lendo não é, brasileiros?
E vocês só escutariam o audiolivro se ele fosse com a voz do Michel Teló ou quem quer que seja ( não ligo pra nenhum brasileiro0. Ler faz bem para a saúde, porque no livro você vai encontrar conhecimento que vai te ajudar muito no seu dia a dia. É claro que se você ler Harry Potter só vai ajudar você a falar um pouco de latim fajuto ( pra mim é). Mas mesmo assim você aprende um pouco sobre a Inglaterra, já que a autora coloca muito da cultura popular inglesa no livro. Com Percy Jackson você vai aprender muito sobre a mitologia grega, um assunto fascinante, que vaai te ajudar nas aulas de História ( para quem ainda estuda) e Filosofia.
Se ainda acha que o livro é ruim, então só tenho uma coisa a te dizer: O que você assiste na TV ou no cinema ou a música que escuta é pura literatura, a mesma que você despreza dizendo que não gosta de ler, está presente no roteiro do filme ou da novela ou nos versos da músiaca, que nada mais é do que poesia cantada.
Obrigado para aqueles que leram isso e que lêem e também um agradecimento para aqueles que não gostam de ler e fazem o país andar para trás.
Ó luar poderoso
és tão majestoso
com esse seu brilho de prata
que me faz cantar uma balada.

O seu brilho me encanta
e não há nada que me espante
tanto quanto seu mistério
já muito velho.

Você não me deixa pensar
só leva a apaixonar
as mulheres que ficaram ao meu lado
pelo seu brilho prateado.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Anjo sombrio



Capítulo 3


Paris estava realmente linda iluminada pela lua cheia, a Torre Eiffel simulava um sinal de grandeza a cidade. Casais apaixonados passeavam ali perto da torre e um homem um tanto suspeito estava sentado imóvel em um banco. Em suas mãos havia um buquê de rosas brancas que chamava a atenção para ele. Usava um sobretudo e um chapéu lhe cobria a cabeça. Os óculos escuros no rosto o faziam parecer mais suspeito ainda e os casais que passavam por ele se assustavam. Um dos casais até chamou um policial que estava ali por perto, mas ele disse que estava esperando alguém.
Uma mulher vinha caminhando em direção ao homem e parou em frente a ele. Ela olhou para o buquê nas mãos do homem e lhe disse:
- Les roses sont pas roses.
- En effet, ils sont de couleur rouge – respondeu o homem.
A mulher sentou-se ao lado do homem e cmeçaram a falar em inglês. Quem passava por ali não entendia muito bem o que eles estavam falando, mas alguém entendeu. A conversa não era romântica e sim sobre um trabalho.
- O seu próximo trabalho é alguém muito conhecido pelo mundo- dizia o homem – esse velho tem dado muitos problemas para algumas pessoas.
- Esse velho tem alguma fraqueza para que eu possa usar ?
- Ele é mulherengo. Na mansão dele, só a segurança é formada por homens. Os outros empregados são todas mulheres.
- Então acho que vou ser a nova empregada dele.
- Não necessariamente. Ele quer fazer a sua autobiografia e quer que uma escritora mulher a escreva. E como sou muito rápido, eu já liguei para sua assistente e disse que tinha uma ótima escritora.
- Isso me poupa muito trabalho.
- Na verdade não. Você precisar fingir que é francesa, pois o homem é muito difícil de persuadir. Ele só aceitou você porque eu disse que seria uma francesa que iria ser sua escritora fantasma.
- Isso é ótimo. Assim posso treinar meu sotaque francês.
- Tome cuidado. A segurança dele é composta apenas pelos melhores. São todos ex-soldados que fizeram parte de forças especias pelo mundo todo e que tem experiencia em proteção.
- Não se preocupe, eu sou uma das melhores no meu ramo.
A mulher beijou o homem e se levantou. Olhou-o com um olhar sedutor e foi embora. O homem sentiu que havia algo em suas mãos e olhou para ver o que era. Havia um papel com algo escrito nele. Se aproximou para ler e então o seu rosto assumiu uma expressão alegre. No bilhete estava escrito algo que o fez se levantar e ir correndo para o seu quarto no hotel. Um pouco distante dali, uma mulher se preparava para tomar uma vida.

Anjo sombrio

Capítulo 2



Pedro se sentia como um louco cercado por seus maiores medos que no seu caso eram as mulheres. Apesar de brasileiro Pedro não fazia o tipo pegador. Ele fazia mais o tipo cai fora antes que eu te arrebente. Sempre viveu em lugares perigosos e com isso aprendeu a sobreviver ora na base da conversa, ora na base da pancada. O último lugar que morou antes de entrar para o exército, até que era calmo. Porém, era uma favela no Rio e comandada por um chefão do tráfico até que gentil com os moradores.

Pedro trabalhou para ele por um tempo até ele e mais alguns de seus companheiros serem pegos pela polícia. A salvação de Pedro foi o serviço militar. Pedro encontrou quem ele era realmente no exército. Sempre era o primeiro, tanto nos exames escritos quanto nos exames físicos e nos exercícios, nem se fala. Era um soldado nato, mas como o Brasil não é país de ficar entrando em guerras por aí, Pedro foi dispensado com a mensagem de que se um dia precisassem de suas habilidades, ele seria chamado.

Agora, ele estava ali deitado no seu novo quarto em uma mansão sabe se lá onde olhando para o teto e pensando em como iria conseguir sobreviver à nova vida. Mas volta e meia, seus pensamentos logo mudavam para o passeio que ele tinha acabado de fazer pela mansão ao lado da bela Sara. “Ela é muito bonita ”-pensava consigo mesmo-“ eu deveria tomar coragem e a chamar para um encontro”.

Alguém bateu na porta do quarto e Pedro num reflexo involuntário disse:

- Entre.

Era Sara. Pedro virou o rosto e o mesmo corou. Sara estava parada na porta em uma postura tímida. Pedro achou aquilo ainda mais encantador e não conseguia falar nada.

- O jantar já vai ser servido aos funcionários – disse ela um pouco nervosa.

- Não é um pouco cedo – respondeu Pedro mais nervoso ainda.

- Os funcionários sempre fazem as refeições primeiro, para que se o chefe precisar de nós, já estaremos prontos.

Pedro entendia perfeitamente, já que no exército era do mesmo modo.

- Eu já vou. Só vou tomar um banho antes.

Sara ao escutar “banho” seu rosto corou e ela saiu andando rápido. Pedro escutou ela tropeçar no corredor e depois se levantar. “Afinal o que há com ela” - pensava Pedro.

Ele entrou no banheiro e tirou as roupas e colocou-as em um cesto. Ao lado do cesto havia um espelho grande e Pedro viu o seu corpo refletido nele. 1,90m e 90 quilos. O físico do Super-Homem. Os cabelos negros cortados em estilo militar, velho costume pego do exército. A pele branca, bronzeada pelas caminhadas nas praias do Rio e de Los Angeles. Os olhos acinzentados eram o principal atrativo em seu rosto, apesar de ele não saber. Pedro emanava charme, só que não sabia usá-lo. Afinal, ele fora treinado para ser um soldado com sede de sangue, e não um espião que tem que usar todos os recursos ao seu dispor.

Ligou o chuveiro e entrou debaixo, a água fria desceu como uma avalanche de gelo na pele dele, mas ele não sentia o frio. Passou a mão ensaboada pela cabeça e abriu os olhos um instante e viu um pequeno bilhete saindo do bolso da sua calça. Acabado o banho ele se enxugou com a toalha e pegou o bilhete e leu algo um tanto estranho. Cuidado com o Camaleão. Afinal, quem ou o que era Camaleão? E porque ele teria que ter cuidado? Será que era esse o motivo de ele estar ali?

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Anjo sombrio

Anjo sombrio


Capítulo 1


A verdade era que Pedro não estava nada feliz com aquilo. Fazia apenas seis meses que ele trabalhava em Los Angeles como guarda-costas e já estava sendo chamado de um dos melhores. Agora um multimilionário o contratou para integrar a sua equipe de segurança pessoal.
 A caminho da mansão do novo chefe, Pedro se admirava a olhar a moça sentada a sua frente. Ele era um soldado que não temia o perigo, mas quando o assunto era mulher, a sua mente não trabalhava muito bem, talvez pelo fato de ele ser tímido ou nunca ter tido um contato direto com uma mulher, o fato é que elas o assustavam.
 Pedro abaixou a cabeça tentando se conformar, mas as pernas bem torneadas da moça o fizeram levantar a cabeça instantaneamente. A moça o olhou e perguntou se estava tudo bem. Pedro não sabia o que responder. Afinal, tinha uma bela mulher falando com ele, o que não acontecia todo dia. Ele tinha sido bem especifico na agência quando disse que só aceitaria proteger homens. Todos estranharam, mas logo explicou a razão. O chefe compreendeu e disse que ia colocar ele na fila para ver o psiquiatra.
Pedro finalmente achou uma resposta e disse:
- Está tudo bem. É só uma pequena dor de cabeça.
A moça o olhou novamente e resolveu deixar para lá, ele era muito tímido para ela conversar com ele. Finalmente chegaram à mansão e Pedro já estava começando a se sentir um pouco encorajado quando viu o pequeno comitê de recepção na porta da mansão. Ele paralisou ao ver aquela pequena fila de empregadas jovens e bonitas curvando o corpo em uma reverência e dizendo um uníssono:
- Sejam bem-vindos.
Pedro tentou tirar um obrigado ou até mesmo um não precisava da boca, mas a timidez o havia travado. Ele sentiu alguém se aproximando com passos silenciosos e num rápido movimento das mãos pegou a pistola escondida pela jaqueta de couro e apontava para a cabeça de um homem de aproximadamente uns 40 anos e que usava um terno preto.
 - Agora vejo porque você foi bem recomendado. Tivemos que pedir opiniões para muitas pessoas inclusive de alguns ex-chefes seus.
Pedro ainda um pouco confuso perguntou:
- Ex-chefes? Mas que ex-chefes são esses? – perguntou ele recolocando a arma de volta no coldre.
- Ora não se faça de esquecido. Estou falando de Brad Pitt, Will Smith, Bruce Willis. Puxa, nem eu mesmo tive a oportunidade de trabalhar com esse pessoal.
 Pedro não se sentia orgulhoso. Ele só achava que trabalhar de guarda-costas era ser como um soldado particular de uma nação de apenas uma pessoa.
- Eu sou James, o chefe de segurança. Essa com quem você veio é Elizabeth, assistente pessoal do nosso patrão. Aposto que ela fez você ter alguns pensamentos sujos.
Pedro olhou para James com um ar de quem se importa e perguntou:
- O que exatamente eu vou fazer aqui?
- Você vai fazer parte da segurança pessoal. Aonde o patrão for você vai junto. Eu tenho que ficar aqui e monitorar a mansão e seus passos.
- Quem exatamente é nosso chefe?
- Já ouviu falar de Steven Johnson?
- O tal multimilionário idoso que adora caçoar de todos? É eu já ouvi falar.
James riu e pediu para Pedro o acompanhar até seu novo quarto.
- Como você vai fazer parte da segurança pessoal você também vai ter que ficar na mansão. Já alguém vem aqui para lhe acompanhar em um pequeno passeio pela mansão. Um soldado precisa saber o que ele está protegendo, certo?
Pedro concordou com um movimento de cabeça e James saiu do quarto. Pedro encontrou seus pertences no quarto já todos arrumados e se perguntou quem teria feito aquilo. Alguém bateu na porta e Pedro se virou para encarar uma das empregadas que ele havia visto na entrada da mansão.
Ela parecia ter a mesma idade que ele e tinha os cabelos negros e lisos presos em fita vermelha. Seus olhos verdes destacavam-se no seu belo rosto.
- Você deve ser Pedro, o novo segurança – a voz dela era tímida – eu sou Sara, uma das empregadas da casa. A senhorita Elizabeth pediu para que eu lhe mostrasse a mansão.
- Ahn, claro... Por que não? – disse Pedro, um pouco nervoso.